sábado, 23 de janeiro de 2010

The Guitar



Acabei de assistir The Guitar. Não é um filme maravilhoso. Mas me prendeu. É um filme que aborda o amor pela música e o poder dela de uma forma bastante íntima e peculiar.
Não vou contar o filme (inteiro) aqui, mas a protagonista (Mel) recebe a notícia de que tem apenas algumas semanas de vida (um mês ou dois talvez), perde o emprego e o namorado tudo num espaço muito curto de tempo. Ela percebe que tempo nunca foi tão intangível e tenta uma mudança radical na sua vida. Muda de casa, compra tudo que deseja no cartão de crédito, cria uma relação estranha com os objetos. Se agarra nisso. Mel experimenta novas sensações e amores. E aprende a tocar guitarra. Um amor antigo, mas que nunca teve oportunidade de viver. E de fato é uma experiência maravilhosa. Eu já dormi com minha guitarra algumas vezes. Nada como o chiado que faz no ampli. Nada como o "ti ri ri rrrrrrrrrrrim" das cordas tocadas num dedilhado tão solitário quanto desplugado.
Se passa um mês, dois, três. Suas contas chegam, seus amores partem, seu objetos são obrigados a estabelecer relações com estranhos. Mas por quê? Porque ela pode não viver até amanhã, mas pode viver até seus 80, 90 anos. Enfim...está curada.
Como fizeram isso com ela?
Como puderam fazer isso com ela?
Como ela fez isso?
Isso é o que eles querem saber...

Ela só mudou tudo.
E sabe? Ela tava bem quando não tinha tempo.

Ficar perdido por estar viva? Como ela pode pensar isso?

Dois ou três acordes talvez, um pouco de drive e uma vida segue em frente.
E o tempo? Continua intangível, mas de um jeito bom. Pelo menos pra ela.

The Guitar.

Arroz e flores.


Entre meus passeios. Me deslocando entre um lugar ou coisa para outro lugar ou coisa gosto de ouvir música. Criar videoclipes mentais. A maioria em plano sequência, ou com recursos de edição que só meus olhos conseguem fazer. Voltando ao assunto... num desses passeios ouvia EMICIDA. Numa das músicas de sua mixtape ele diz algo como: "um sábio dizia: é preciso comprar arroz e flores. Arroz para viver e flores para ter pelo que viver".
Essa frase não saiu da minha cabeça.
O que é o arroz? O que são flores? Onde estão minhas flores?

Bom, eu sei que soltar perguntas tão vagas pode parecer uma coisa pseudo intelectual, filosofia rasa e etc. Bom...mas não saem da cabeça.

Arroz é sustento. Trabalho. Usando outra figura de linguagem arroz é "ganha pão". Isso me parece óbvio. Agora... o que são as flores?

Lazer, prazer, objetivos, um amor, alguém pra amenizar as dores das colheitas e pra dividir lazer, prazeres, objetivos e amores?

Uma coisa me parece bem certa. É ruim não ter flores por falta de arroz. Ou por ter arroz demais. Ou mesmo por querer arroz demais. Mas me parece pior não querer arroz por não ver sentido nas flores.

Quero buscar minha flor. Mas dessa vez. Tentarei não ser um jardineiro negligente e nem atencioso demais.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quem sou eu?


Post inaugural.
Após alguns anos resolvi me reencontrar com essa coisa de blog.
Agora sem algumas privações ou precauções (outrora não houve também). Não quero me repetir, mas já percebi que algumas coisas mudam e outras dificilmente se alteram. Uma delas é essa coisa de responder ao ritmo. Mas o que é ritmo?

Antes de responder isso preciso entender: Quem sou eu?

Numa abordagem mais comum a resposta seria:

"Meu nome é Kennedy. Tenho 27 anos, formado em Publicidade e Propaganda no Mackenzie, vocalista e guitarrista da banda Zebra Zebra..." e continuaria enumerando as coisas que eu faço.

Mas isso responde quem eu sou? To começando a achar que não. Toda essa resposta disse o meu nome (eu não sou meu nome), a minha idade (de fato não sei quantos anos tenho), o que eu fiz não diz o que eu sou, o que eu faço pode até dar pistas, mas nem arranha o que de fato eu sou.

Fato é que talvez eu carregue essa pergunta pro resto da vida. E tenha centenas de respostas e abordagens diferentes até minha morte. Mas eu to disposto a me conhecer melhor.

E vou começar por parte: O que é meu? O que não é meu? Qual problema é meu? Qual não é?
Depois, num futuro distante de alguns segundos, eu me permito a pensar nas perguntas seguintes.

(mas peraí Kennedy? Pra que diabos você quer fazer um blog?)

Pra publicar meus insights, pra me inspirar em mim. Pra não aspirar nada que não seja meu.

1º insight
. não me pergunte porquê? Afinal insights são insights. Estou eu no semáforo a caminho de mais um bom bate-papo. Enquanto o vermelho não me liberta pro verde eu "acordo".

"A vida é repertório. Uma sucessão de situações, que serão interpretadas por erros e acertos, e dali pra frente serão consideradas como modelos de acertos e erros. Logo, numa sequência de erros você pode sorrir e pensar 'no futuro não cometerei os mesmos erros, ou pelo menos estarei mais atento a eles, e isso me dá uma visão otimista do 'dali pra frente'. "

Verde, liberdade.
Fui.